terça-feira, 2 de junho de 2009

"O critério para escolher um livro infantil é simples e não é. É preciso pensar na estética, o que não quer dizer um livro bonito, mas atraente para a criança, no conteúdo e na mensagem, o que também não quer dizer coisas do tipo ?aquilo pode e aquilo não pode, isso é certo e isso é errado?. Eu como leitora sempre odiei a parte da moral da história, achava um desaforo, queria entender por mim mesma", afirma Tatiana Belinky, que aos 90 anos tem mais de 120 livros e é uma das autoras infanto-juvenis mais respeitadas do País.

"Contar uma boa história é deixar a criança usar a própria cabeça. É preciso confiar na imensa capacidade dela, no seu discernimento", completa. "A criança precisa olhar e começar a ler. Se não gostar, fecha o livro e pega outro. Não pode forçar", diz ela.

Tatiana Belink fala ao Estadão de Hoje/Vida& dia 01/06/2009

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